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Os pneus na chuva. Veja o resultado.

Escrito por Claudia Fernandes Rodrigues - Postado em: 14/01/2015 - 18:47

Os pneus na chuva

Nós testamos e atestamos: pneus gastos, ainda que dentro do limite, são fatores de risco na chuva?

Por Adriano Griecco | Fotos: Fabio Arantes

Os perigos de um pneu gasto na chuva

A preocupação que envolve os pousos em dias de chuva forte no aeroporto de Congonhas, em São Paulo, com reflexos em todo o Brasil, deveria ser comum a todos os motoristas, mesmo que nunca venham a embarcar num avião. Ainda que tenha origens diversas no caso de Congonhas e dos automóveis, o nome da ameaça é aquaplanagem – situação em que a lâmina d’água formada pela chuva provoca a perda de contato dos pneus com o solo. Se no caso dos aviões o desgaste da pista e o acúmulo de borracha depositada durante os pousos são os vilões, nos caso dos carros o fator de risco nos períodos de chuva são os pneus.

Os perigos de um pneu gasto na chuva

A temida aquaplanagem é uma combinação entre velocidade do carro, quantidade de chuva (a espessura da lâmina de água na pista), qualidade do asfalto e, principalmente, estado de conservação do pneu. Como não tem influência sobre a meteorologia e menos ainda sobre a conservação das estradas, cabe ao motorista zelar pelo que é de seu controle. Avaliamos a diferença de desempenho em pista molhada entre um jogo de pneus novos, com 8 milímetros de sulco, outro com meia vida (4 milímetros) e um terceiro no fim da vida útil, com 1,6 milímetro e que atingiu o limite TWI (Tire Wear Index) – marcação que indica que o pneu chegou ao fim da vida.

Realizamos três testes para verificar a aderência de cada jogo, no Campo de Provas da Goodyear, em Americana, no interior de São Paulo: frenagem de 80 km/h a 0 e aquaplanagem em reta e em curva. O Chevrolet Corsa 1.8 equipado com pneus Goodyear GPS 3 novos – com 8 milímetros -, depois de estabilizado a 80 km/h, foi submetido a uma frenagem em pista molhada. Em poucos segundos o ABS entrava em ação, fazendo o resto do trabalho. Foram quatro passagens, que resultaram na média de 32,5 metros. Na segunda fase, já com pneus meia-vida, anotamos a distância média de 38,2 metros, uma diferença de quase 6 metros em relação ao novo. Em seguida, repetimos o procedimento com os pneus de 1,6 milímetro de sulco – dentro, portanto, do limite permitido. O Corsa precisou de 42,4 metros para parar – quase 30% mais que a distância percorrida pelo pneu novo. Ao volante, a sensação usando os três tipos de pneu não muda. O motorista percebe apenas o funcionamento do ABS. Mas os números provam que, quanto menores os sulcos do pneu, a distância de frenagem cresce de modo exponencial.

Água no sulco

Os perigos de um pneu gasto na chuvaO segundo teste mediu a aderência em reta. Quem já viajou na chuva e sentiu as rodas dianteiras patinarem sabe bem o que é a aquaplanagem em linha reta. Novamente calçado com pneus novos, o Corsa deu sinais de que iria aquaplanar a 95 km/h. Aos 100 km/h, era perceptível a dianteira do carro “levitando”. Já com 4 milímetros de sulco, os “avisos” vieram a 80 km/h. Aos 85 km/h, o carro já flutuava, uma diferença aceitável, comparada ao pneu novo. Com os pneus de 1,6 milímetro, a situação complica. A 65 km/h – velocidade abaixo dos nossos limites legais em rodovias -, o Corsa perdia totalmente o contato com o solo e era possível virar e desvirar o volante do carro sem que ele alterasse a trajetória. Ao analisar as velocidades, notamos que o pneu em estado terminal de uso (com 1,6 milímetro de sulco) tolera 35% menos velocidade que um pneu novo, uma distância quilométrica.

O último teste é o mais revelador: avalia o comportamento dos três estágios de pneu em curvas molhadas. Assim como no teste de aquaplanagem na reta, a lâmina d’água era de 7,5 milímetros de altura. Com o pneu novo, o Corsa aquaplanava a 77 km/h. Nessa velocidade, com um pequeno movimento no volante, o Corsa assumia sua trajetória original. Aos 80 km/h, a aquaplanagem durava um pouco mais. A 85 km/h, o carro perdia sua trajetória na curva, dando mostras de que não tinha aderência. Com o pneu meia-vida, a situação foi semelhante, mas com velocidades mais baixas. A 67 km/h o pneu avisa, as aquaplanagens duram pouco e logo o carro reassume a curva. A 75 km/h, não tem conversa. O Corsa vai reto e só retoma o contato com o solo quando a velocidade cai. Com o pneu no fim de sua vida útil, o carro perde aderência já nos 60 km/h. O pior é que, diferentemente dos anteriores, não há “avisos” ou pequenas perdas.

Legal pode ser letal

Os perigos de um pneu gasto na chuvaPelos números, é fácil concluir. Quanto menor a altura dos sulcos da banda de rodagem, menor a aderência em pisos molhados. O pneu meia-vida ainda demonstrou bons níveis de aderência, se comparado ao novo. Mas o que tinha só 1,6 milímetro de sulco mostrou que, ainda que dentro do limite legal – quem andar com pneus mais gastos que isso pode levar uma multa de 127 reais e 5 pontos na carteira -, já oferece perigo ao condutor, pelo baixo nível de aderência no molhado. Estabelecer como aceitável um limite de 2 milímetros seria uma boa medida, evitando um bom número de acidentes.

 

Fonte:http://quatrorodas.abril.com.br/vai-viajar/mecanica/os-pneus-na-chuva/

Palavras-chave: chuva, aquaplanagem, carro, teste, pneu, acidentes, velocidade, pista,sulco. .